Era pra ser só mais um dia normal de trabalho, onde eu ia enfiar minha cara de criança na frente da tela do computador por várias horas seguidas, ficar com dor nas costas, praguejar e tomar café enquanto resolvia as coisas de um dia comum e trabalhava num projeto bacana, mas OPS, não tinha internet. Logo cedo.
Não sei lidar de forma razoável com esses contratempos do cotidiano. Eu me irrito, xingo e acho que o dia já está perdido. Liguei pro povo que cuida da minha internet e a resposta foi “talvez a gente passe aí hoje, talvez amanhã, não se sabe“. Como assim, “não sabe?” me dá uma previsão, sei lá, minta pra eu me sentir melhor…mas não, a menina tava nem aí pros meus sentimentos em relação a coisa toda.
Dormi. Assisti reprise de Vamp, Rei do Gado e umas crianças capetas no Super Nanny. Nada.
Finalmente o técnico me aparece, aperta uns 3 botões e a coisa volta a funcionar. ÓDIO. Como assim eu passei o dia mexendo nessa porcaria pro cara resolver em 30 segundos?
Era “só” o roteador que resolveu não reconhecer o ip. E esse “só” me custou 12 horas.
Engraçado como eu só me dei conta do quanto sou dependente da internet quando fiquei sem ela. Assim como a gente só se dá conta do quanto gosta das pessoas quando elas não estão mais disponíveis pra você. A gente acaba ficando tão acostumado com as coisas ao nosso redor, que só dá por falta delas quando precisa xingar e passar o dia sozinho vendo reprise de programa infantil.








