Nota: Blogs, empresas e confusão

Olha, apesar de eu ser uma reclamona de carteirinha e vocês saberem disso, eu nunca achei que esse dia ia chegar. Cá estou eu, pra fazer uma reclamação contra uma empresa “parceira” do blog. Odeio, mas vou ter que fazer.

Quem me conhece e já ganhou sorteios aqui, sabe que eu sou muito certinha em relação a isso. Às vezes demoram uns dias pra sair os resultados, eu demoro um pouco pra enviar, mas chega. Sempre chega inteiro, com cartinha, embrulhadinho e blábláblá. E as empresas que fizeram sorteios comigo também sempre cumpriram a parte delas. Menina do Laço, Viablushop, Panvel…todas ÓTIMAS de trabalhar e eu só tenho que agradecer a imensa paciência e parceria que eles mantém com o blog.

Mas, parece que alguma coisa deu errada no último mês. Fechei a parceria, combinamos tudo bonitinho, o sorteio rolou na boa, a ganhadora apareceu, tudo redondinho. E agora, cadê a empresa? Sumiu. Literalmente sumiu. A loja online foi fechada, os endereços de email voltam e o único que não volta, não me deu nenhuma resposta. Nada. Zero.

Eu entendo que cada empresa é uma empresa, as coisas podiam não estar muito bem e eles resolveram fechar, mas e avisar? E comunicar pras pessoas que têm acordos com você que não vai dar pra cumprir? Me parece muito simples. Se eu digo pra alguém que vou fazer uma coisa e vejo que não vou dar conta, eu digo “olha, não vai dar”.

E agora, eu passei três semanas tentando contato e NADA, enquanto uma leitora espera um presente que ela ganhou, direito dela. Eu não tenho culpa, ela menos ainda. Como não acho justo ficar sem nada, saí e comprei um presente pra ela, como forma de me desculpar pela confusão toda. Não, não tô dizendo isso pra vocês me acharem uma santa e tudo mais, tô contando porque foi a solução que eu arrumei, além de vir aqui no blog explicar a coisa toda.

Assim como as empresas querem que os blogs façam um trabalho sério, os blogs esperam a mesma coisa de volta. Fica o lembrete.

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Empresas, testes e consumidor final

Ontem, dando aquela passada no reader nosso de cada dia, li um post das meninas do Loucas por Esmalte que reavivou uma opinião que eu já tinha a muito tempo, mas nunca encontrava um gatilho ( ou inspiração) pra pôr aqui no blog: a velha história da relação entre blogs, empresas e “receber produto pra teste”.

Resumindo a história das meninas do Loucas por Esmalte: elas fizeram um post comparativo com dois produtos similares de marcas diferentes e uma das marcas, por meio de emails e comentários tentou “invalidar” a opinião delas, como se não valesse só porque não era “meu deus, essa é a melhor coisa que já inventaram depois da roda”. O post completo das meninas sobre o rolo todo tá aqui.

Bom, quem lê esse blog ou tem algum contato comigo, sabe que eu mesma recebo bastante coisa pra teste e que tenho uma política muito clara com a coisa toda: ok, você quer minha opinião sobre o seu produto? beleza, vou falar das coisas boas e das ruins também. Se é opinião, vai levar o pacote completo. Uma coisa é você fazer um publieditorial e deixar isso claro. Deixar com que o leitor veja que aquilo não é necessariamente a sua opinião, que você está “cedendo” o espaço pra publicidade. Outra coisa é deixar uma empresa comprar sua opinião, no seu próprio blog, por 10 vidros de esmalte ou coisa do tipo.

Se você, como empresa, manda produtos para serem testados por um blog, você tem que estar preparado pra ouvir o lado ruim da coisa. Nada é perfeito. Cada um é cada um e o que pode ser o melhor produto do “mundo mundial” pra mim, pode não ser pra colega blogueira ao lado.

Blogueiro é consumidor final. E bem ou mal, influencia outros consumidores finais a comprarem (ou não) o produto. Empresa que entende isso e de fato respeita a relação blog/empresa, usa os pontos negativos da opinião do blogueiro para melhorar e dizer “melhoramos o item X, agora o produto está melhor” e não pra comprar uma briga, como se o blogueiro estivesse só querendo criar climão. Se você não quer a opinião honesta da pessoa, não peça, oras! Ou, se não pediu, respeite o direito que todos têm de darem o testemunho que acharem mais acertado.

Nenhum produto é perfeito. E opinião é opinião. Se o consumidor quer ouvir só maravilhas sobre o produto, ele pode ir no site da marca. Garanto que lá só tem coisa boa.

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