Pelo direito de não se expressar

Como eu já contei aqui algumas vezes, todo dia eu tiro um tempinho pra fuçar em modo random pela internet pra me atualizar das coisas. É a minha maneira de ler as notícias do dia, as fofocas inúteis, o meme do dia e outros assuntos de relevância questionável. Gosto de ler algumas coisas, não gosto de outras, é assim que é.

Leio muitos blogs. Seria até estranho dizer que não. De amigos, de gente que nunca vi na vida, famosos e até blogs de dois dias de vida. Gosto de fuçar, de conhecer gente, pontos de vista. Mas tem uma coisa em blogs que me deixa irritada como leitora: O desespero por comentários.

Depois de erros grotescos de gramática, (todo mundo pode errar, mas “saldade” é demais pra mim) é a coisa que mais me deixa incomodada. Não vou ser hipócrita e dizer que não gosto quando as pessoas elogiam um texto, fazem uma pergunta pertinente e tudo mais, mas não me sinto no direito de pedir isso. Eu sei que é bacana ter um post cheio de comentários e até impressiona quem vê de fora, mas não gosto de ficar repetindo o mantra do comentário como um disco riscado de 1980. A janela pra comentar tá ali, vocês sabem se virar.

Gosto de dar a liberdade pra quem me lê de comentar se tiver vontade, se quiser, se tiver a fim. E não gosto de me sentir coagida a comentar sobre algo que talvez nem tenha me interessado, eu não entenda ou talvez nem tenha uma opinião formada. Já vi blogs que antes de você entrar, aparece uma janela pop-up (ODEIO) dizendo “não saia sem comentar”.

Mas gente, e se eu não quiser?

O bacana da internet é ter liberdade pra me expressar se estiver com vontade, não por obrigação. E como é justo, estendo essa liberdade pra todo mundo que chega aqui.

Siga no Twitter Também!
4 Comentários

O Carnaval e a falta de noção do perigo.

Tô aqui assistindo a matéria do Fantástico sobre acidentes no Carnaval nessa entediante noite de domingo. Não, não vou ficar aqui dizendo que Carnaval é uma droga, que deveria ser extinto e tudo mais, simplesmente porque não é problema meu. Sério, você só se sente incomodado com o evento se quiser, é só abstrair.

O caso aqui são as centenas de acidentes e mortes que acontecem nessa época. TODO-ANO é a mesma coisa: gente batendo carro, gente caindo de sacada, gente se eletrocutando. É claro que acidentes podem acontecer 365 dias no ano, mas o Carnaval parece um ímã pra desgraça. Por que? Porque a galera perde a noção.

Sim, tem gente que espera o ano inteiro por essa época, pra sair por aí feito um doido berrando “uhuu, é Carnaval” e fazer tudo o que der na telha, como se todas as possíveis conseqüências dos seus atos fossem magicamente apagadas ao meio-dia de quarta. Quer sair por aí pegando 78 pessoas? vá. Quer beber até cair e perder totalmente a noção do que tá fazendo? pode ir. Mas não se esqueça que tudo isso pode te trazer consequencias.

A maioria dos acidentes no Carnaval acontecem porque as pessoas perdem a noção do perigo. Bebe e vira Super-Homem, Mulher Gato. Acha que bebe e ganha estrelinha do Mário World, pra sair atropelando o mundo sem nenhum efeito colateral, derrubando toda e qualquer coisa que passe na frente.

Bebida não é poção da invencibilidade. Isso aqui não é o joguinho do Prince. Manere, assim você garante sua presença no Carnaval do ano que vem.

Siga no Twitter Também!
Deixe um comentário

A Grande Ameaça do Unfollow.

Curto muito a dinâmica do Twitter. Você segue quem quiser, não é obrigado a seguir só porque a pessoa te segue e ainda pode dar block naquela vizinha mala que tenta cuidar da sua vida, o que eu acho que seria de grande utilidade na vida real, se querem saber.

Ontem, pra felicidade de alguns e o desespero de outros, começou a 11ª edição do Big Brother Brasil (daqui uns anos, Bial tá apresentando o programa sentado) e já uma semana atrás, quando a Globo anunciou o nome dos participantes e o povo começou a fuçar a vida deles loucamente, muita gente no Twitter começou: “se falar de BBB, eu dou unfollow”.

Ok, você tem todo o direito de odiar BBB com todas as forças do seu ser, achar que é fútil, degradante, imbecil e todos os vários adjetivos bacanas que usaram durante essa semana, mas numa boa, acha mesmo que você ameaçar unfollow vai fazer o povo que você segue assistir em silêncio? sério mesmo?

Acha mesmo que alguém vai pensar “ó meu Deus, se eu falar de BBB vão me dar unfollow, vou assistir aqui quieto sem comentar as bizarrices com ninguém” ? não gente, desculpa, mas não vai acontecer. Mesma coisa aconteceu na Copa do Mundo, no último Carnaval, na eleição…galera parou de comentar? nem. Claro que a timeline é sua, você dá os unfollows que você quiser, mas levando em conta a disparada louca que a minha timeline deu ontem falando do BBB, não vai sobrar muita gente pra você seguir, eu acho.

Conselho: Muito mais fácil dar sign out na hora que a loucura começa e voltar depois. Ou, na pior das hipóteses, entrar na brincadeira. Diversão oca no fim do dia às vezes faz um bem danado.

Siga no Twitter Também!
1 comentário

A arte de aceitar a própria idade (ou não)

Acho triste gente que não consegue aceitar a própria idade. Sério. Tenho a sensação que a pessoa tá perdendo alguma coisa, tentando se passar por alguém que ela ainda não é, ou por quem já foi um dia.

É aquela sensação de andar na rua e ver meninas de 15 anos tentando se passar por muito adultas e até renegando a idade que tem. Mal sabem elas que a idade chega pra todo mundo e a adolescência não dura pra sempre. Olhando de fora, chega a ser triste: ficam na rua bebendo e fumando com roupas que eu não teria coragem de pôr nem numa Barbie, tentando passar uma imagem de maturidade enorme, quando deviam estar preocupadas em se divertir com idade que tem, sem esquecer da prova de geografia.

Mesma coisa a pessoa que tenta desesperadamente parecer mais nova do que é. O tempo já passou, sabe? eu entendo que tenha gente que sente que era reprimida na juventude e agora que é adulta se sente livre, mas pera lá.

Toda hora vejo mulheres que tem idade pra ser minha mãe, se vestindo e se comportado de uma maneira que eu não sei se teria coragem. Sou a favor da pessoa se sentir jovem e tudo mais, sei que envelhecer não é desculpa pra se entregar, mas tentar assaltar o guarda-roupa das netas parece meio desesperado.

Parece clichê, eu sei, além do mais eu ainda não passei por todas as idades pra saber, mas cada fase deve ter suas vantagens e desvantagens. Tentar crescer rápido demais ou parar o tempo, só te faz perder o presente que está ali, puxando a barra da sua calça pedindo atenção.

Siga no Twitter Também!

Pela Proibição Do Uso Aleatório Do “Eu Te Amo”.

Se tem uma coisa que me irrita, é gente que sai por aí anunciando seus sentimentos num megafone pra ser ouvido num raio de 15 km. Não precisa. Eu não quero saber, o caixa da padaria e a moça do correio também não. Principalmente quando você de fato não sente. Larga mão de ser drama queen e pára com isso.

Pior do que anunciar, é banalizar. Porque tudo bem, se você tá morrendo de amores e acha que nada mais fará sentido se você não anunciar isso numa faixa que vai ser puxada por um avião furreca na praia, VAI FUNDO, amigão. Mas por favor, tenha certeza do que tá sentindo, por que ninguém aguenta aquele povo que se conhece faz 4 dias e já se ama profundamente.

Parece que quanto mais a pessoa repete, menos é verdade. “Eu te amo” quarenta e cinco vezes por dia. É bem provável que a pessoa tenha ouvido na primeira vez, então as outras quarenta e quatro, sinto te informar, foram gasto de saliva. É coisa de gente insegura. “eu te amo, tá?” “não esquece que eu te amo” “já disse que eu te amo hoje?”. Já, pelo amor de Deus, agora pare. Deixa de ser inseguro e vira o disco.

Adolescente que ama todo mundo da sala com o maior amor do universo universal. Vamos ver se quando o colégio acabar, você lembra o nome de 50% deles. Porque eu admito, lembro não, e eu nem sou tão velha assim. É claro que tem gente que você ama, mas selecione essas pessoas. Nem tem graça amar todo mundo, não detestar ninguém no colégio.

O pior de tudo, é que muitas das pessoas que te dizem “eu te amo”, são as últimas a estarem ao seu lado e segurar a barra no dia que a coisa ficar preta. Como disse uma paciente em House: “Eu tenho muitos amigos, mas nenhum que queira vir até aqui e segurar a minha mão enquanto eu morro”.

Guarde os “eu te amo” pra quem realmente merece, em momentos que sejam realmente importantes, que façam a diferença. Porque ao contrário das mentiras que viram verdades ao serem repetidas demais, “eu te amo” a cada cinco minutos faz com que os verdadeiros passem despercebidos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Siga no Twitter Também!
6 Comentários