
É hoje: 3 de outubro. Dia esse que a cada quatro anos, saímos de casa pra decidir (ou não) quem serão os governantes do nosso país pelos próximos tempos.
Me lembro bem da primeira eleição que votei, até porque, não sou tão velha assim. Era 2002, eu tinha acabado de fazer 16 anos e junto com meus coleguinhas de segundo grau que frequentavam um grupo de estudos que discutia política adoidado, me achava a mais politizada e futura revolucionária das adolescentes do universo universal. (Gente ingênua é outra coisa)
A onda PT era uma coisa de louco e tava na cara que o Lula ia levar a parada. E é com muita vergonha no coração que eu digo que fazia parte dela. Não pra ser do contra, nem nada disso, mas eu realmente achava que um novo partido e uma nova maneira de fazer política mudaria muita coisa. Não me julguem, muitos de vocês também caíram nessa, que eu sei.

Sem querer fazer nenhum tipo de apologia nem nada, até porque, quem me lê no @luhtestoni sabe bem o que eu penso sobre o atual governo, eu espero, de verdade, que as coisas não continuem como estão. É muito triste ver que as coisas chegaram no ponto que chegaram, que nosso governo muitas vezes é visto como piada e que ainda tem uma grande (grande mesmo) parcela da população que vai votar para que as coisas continuem como estão, pra não perder o bolsa-família, bolsa-presídio, bolsa-raio-que-o-parta, sem pensar nos outros, sem pensar em quem tá na outra ponta do mapa, só olhando pro próprio umbigo.
Pode parecer ingênuo da minha parte, mas eu ainda acredito que o voto de cada um faz diferença, que ainda dá pra sair desse buraco de corrupção e casa da sogra que virou o governo do país. “Ah, mas um voto só não faz diferença”. Realmente, UM não faz, mas se todo mundo pensar assim, fodeu, Brasil. (literalmente.)
E aí? Bora não jogar o voto fora, como eu fiz em 2002?





