Não é segredo pra ninguém que apesar de falar de moda, beleza e pagar de mulherzinha aqui no blog, eu tenho uma séria implicância com o que eu chamo de “clichês do mundo rosa”. Quem me segue no Twitter já deve ter cansado de me ver praguejando.
Sei lá, pode ser pura implicância minha, eu sei, mas tem coisas que não consigo compreender. Tipo essa semana, depois de um dos meus tweets revoltados sabe-se lá com o que (nem me lembro), recebi uma mensagem perguntando: “você fala palavrão? mas você não é blogueira?”. Passei um tempo tentando criar uma ligação lógica entre as duas coisas e concluí que a pessoa tava só inadvertidamente me enfiando num mundo do qual eu nem faço parte.
Sério, eu não sou assim. Eu adoro roupa, maquiagem, coisa e tal, o blog já virou trabalho, mas isso não me define como pessoa, entende? Eu gosto de futebol e guitarras, pelo amor de deus. Eu não tenho essa coisa de sair por aí falando baixinho usando color block porque tá na moda. Vou continuar gostando de moda e falando dela, mas não vou deixar ela tomar conta da minha personalidade. Eu falo alto, gesticulo feito uma doida e não vou abrir mão do meu All Star confortável pra me enfiar num salto 15 que não combina comigo.
E eu gosto quando encontro outras blogueiras assim, que fogem do esteriótipo it bag + roupa que custa o preço de um carro = tenho um blog. Gosto de ver que finalmente algumas meninas estão aparecendo pra dizer “hey, não é bem assim, existe um mundo fora do mundo mulherzinha”. Fico contente.
Gosto de mulher que sabe ser feminina, blogueira, mas não alienada, não aquelas pessoas que não sabem o que ocorre fora do mundo rosa. Que consegue rir de si mesma, ser engraçada, saber o que tá acontecendo no mundo e ainda sim, ser mulherzinha.
Só torço pra que cada vez mais, existam mulheres assim. O mundo (e o meu humor) agradecem.






