Nunca diga nunca mais.

Coisinha chata essa mania que a gente tem de dizer “nunca mais blablabla”. Nunca mais é muito tempo, já dizia a minha avó.

Nunca mais, se você tem 9 anos, são pelo menos mais uns 60 anos, se nenhuma tragédia acontecer com você antes. É muito tempo pra você ter certeza de que não vai repetir o que quer que seja.

Você jura que nunca mais vai falar com a sua amiga fulaninha que disse algo que você não gostou, mas depois de um tempo, com a cabeça mais fria, você repensa tudo e volta a conversar. Você jura que nunca mais vai comer no Subway porque não morreu de amores, mas daí os caras inventam frango com cream cheese e você volta lá (experiência própria). Sem falar no clássico “nunca mais vou beber”, que se fosse levado a sério, já teria levado ao fim de todas as fábricas de cerveja que a gente conhece.

Nunca mais é muito tempo pra o que quer que seja. Nunca mais só é levado a sério pra situações que tenham marcado a nossa vida de forma muito profunda, senão, duram só o tempo da ressaca, da raiva e da dor de estômago.

A única coisa pra qual eu digo “nunca” sem pensar é o uso de Crocs. Questão de princípios.

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