Eu sempre tive problemas com ansiedade, desde criança. Daquelas que não dormia na véspera de datas comemorativas e ficava batendo os pezinhos no chão de impaciência. E não, não tinha nenhum transtorno de hiperatividade, era o pavio curto mesmo.
Na adolescência a coisa chegou num nível crítico, onde fui fazer terapia pra tentar não socar ninguém na época do vestibular e essas coisas todas. Não, eu nunca soquei ninguém de fato. Graças ao bom deus, os meus impulsos – ainda – estão sob controle.
Engraçado é que só agora, com 25 anos no meio da cara, é que tô começando a entender que ficar nervosa, agitada e matar a pessoa de 26 maneiras diferentes na minha cabeça não vão ajudar em nada.
É nada.
Porque mesmo que eu esteja certa, tenha razão ou motivos pra me irritar, a irritação em si – e todos os sintomas nada agradáveis que estão com ela – não vão resolver qualquer que seja o problema.
Acho que isso é ainda pior quando a irritação é com as pessoas, porque nervosismo alheio – salvos raros casos – nunca apressou ninguém. E o alvo do meu stress tá lá, numa boa, serelepe, enquanto eu fico ali me remoendo e tendo 500 sintomas físicos terríveis, que só quem é nervoso de carteirinha como eu, sabe o que é.
Adotarei mantras pra vida:
“Isso não é problema meu”
“Ema ema ema, cada um com seus problemas”
“Esse tom não vai apressar ninguém”
“Não se altere, não diga nada, não se irrite”
Já que ficar nervosa não ajuda, é hora de evitar que atrapalhe.









