Porque Ficar Estressada Não Adianta Nada

Eu sempre tive problemas com ansiedade, desde criança. Daquelas que não dormia na véspera de datas comemorativas e ficava batendo os pezinhos no chão de impaciência. E não, não tinha nenhum transtorno de hiperatividade, era o pavio curto mesmo.

Na adolescência a coisa chegou num nível crítico, onde fui fazer terapia pra tentar não socar ninguém na época do vestibular e essas coisas todas. Não, eu nunca soquei ninguém de fato. Graças ao bom deus, os meus impulsos – ainda – estão sob controle.

Engraçado é que só agora, com 25 anos no meio da cara, é que tô começando a entender que ficar nervosa, agitada e matar a pessoa de 26 maneiras diferentes na minha cabeça não vão ajudar em nada.

É nada.

Porque mesmo que eu esteja certa, tenha razão ou motivos pra me irritar, a irritação em si – e todos os sintomas nada agradáveis que estão com ela – não vão resolver qualquer que seja o problema.

Acho que isso é ainda pior quando a irritação é com as pessoas, porque nervosismo alheio – salvos raros casos – nunca apressou ninguém. E o alvo do meu stress tá lá, numa boa, serelepe, enquanto eu fico ali me remoendo e tendo 500 sintomas físicos terríveis, que só quem é nervoso de carteirinha como eu, sabe o que é.

Adotarei mantras pra vida:

“Isso não é problema meu”
“Ema ema ema, cada um com seus problemas”
“Esse tom não vai apressar ninguém”
“Não se altere, não diga nada, não se irrite”

Já que ficar nervosa não ajuda, é hora de evitar que atrapalhe.

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Links da semana #21

Aqui no blog:

Sorteio: Um kit ALeLê Shop

Texto: A viúva que casa e as decisões difíceis.

Tumblr: Volta pra Escola, Blogueira de Moda!

Por aí:

Homens, atenção: Homens que lavam louça têm melhor vida sexual, diz estudo

Sorteio no Feminices: Blazer, biquíni, camisa, caderno, ecobag, mouse pad, sandália, t-shirt, kit make, blusinha.

Alô, blogueiras: Copiar é feio. Linkar e citar é lindo.

Marketing: Como o marketing funciona no seu cérebro?

Só enviar por email pra contato@primeiraesquerda.com. Os links saem sempre sexta-feira.

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Empresas, testes e consumidor final

Ontem, dando aquela passada no reader nosso de cada dia, li um post das meninas do Loucas por Esmalte que reavivou uma opinião que eu já tinha a muito tempo, mas nunca encontrava um gatilho ( ou inspiração) pra pôr aqui no blog: a velha história da relação entre blogs, empresas e “receber produto pra teste”.

Resumindo a história das meninas do Loucas por Esmalte: elas fizeram um post comparativo com dois produtos similares de marcas diferentes e uma das marcas, por meio de emails e comentários tentou “invalidar” a opinião delas, como se não valesse só porque não era “meu deus, essa é a melhor coisa que já inventaram depois da roda”. O post completo das meninas sobre o rolo todo tá aqui.

Bom, quem lê esse blog ou tem algum contato comigo, sabe que eu mesma recebo bastante coisa pra teste e que tenho uma política muito clara com a coisa toda: ok, você quer minha opinião sobre o seu produto? beleza, vou falar das coisas boas e das ruins também. Se é opinião, vai levar o pacote completo. Uma coisa é você fazer um publieditorial e deixar isso claro. Deixar com que o leitor veja que aquilo não é necessariamente a sua opinião, que você está “cedendo” o espaço pra publicidade. Outra coisa é deixar uma empresa comprar sua opinião, no seu próprio blog, por 10 vidros de esmalte ou coisa do tipo.

Se você, como empresa, manda produtos para serem testados por um blog, você tem que estar preparado pra ouvir o lado ruim da coisa. Nada é perfeito. Cada um é cada um e o que pode ser o melhor produto do “mundo mundial” pra mim, pode não ser pra colega blogueira ao lado.

Blogueiro é consumidor final. E bem ou mal, influencia outros consumidores finais a comprarem (ou não) o produto. Empresa que entende isso e de fato respeita a relação blog/empresa, usa os pontos negativos da opinião do blogueiro para melhorar e dizer “melhoramos o item X, agora o produto está melhor” e não pra comprar uma briga, como se o blogueiro estivesse só querendo criar climão. Se você não quer a opinião honesta da pessoa, não peça, oras! Ou, se não pediu, respeite o direito que todos têm de darem o testemunho que acharem mais acertado.

Nenhum produto é perfeito. E opinião é opinião. Se o consumidor quer ouvir só maravilhas sobre o produto, ele pode ir no site da marca. Garanto que lá só tem coisa boa.

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Mais mulheres de verdade e menos “clichê rosa”.

Não é segredo pra ninguém que apesar de falar de moda, beleza e pagar de mulherzinha aqui no blog, eu tenho uma séria implicância com o que eu chamo de “clichês do mundo rosa”. Quem me segue no Twitter já deve ter cansado de me ver praguejando.

Sei lá, pode ser pura implicância minha, eu sei, mas tem coisas que não consigo compreender. Tipo essa semana, depois de um dos meus tweets revoltados sabe-se lá com o que (nem me lembro), recebi uma mensagem perguntando: “você fala palavrão? mas você não é blogueira?”. Passei um tempo tentando criar uma ligação lógica entre as duas coisas e concluí que a pessoa tava só inadvertidamente me enfiando num mundo do qual eu nem faço parte.

Sério, eu não sou assim. Eu adoro roupa, maquiagem, coisa e tal, o blog já virou trabalho, mas isso não me define como pessoa, entende? Eu gosto de futebol e guitarras, pelo amor de deus. Eu não tenho essa coisa de sair por aí falando baixinho usando color block porque tá na moda. Vou continuar gostando de moda e falando dela, mas não vou deixar ela tomar conta da minha personalidade. Eu falo alto, gesticulo feito uma doida e não vou abrir mão do meu All Star confortável pra me enfiar num salto 15 que não combina comigo.

E eu gosto quando encontro outras blogueiras assim, que fogem do esteriótipo it bag + roupa que custa o preço de um carro = tenho um blog. Gosto de ver que finalmente algumas meninas estão aparecendo pra dizer “hey, não é bem assim, existe um mundo fora do mundo mulherzinha”. Fico contente.

Gosto de mulher que sabe ser feminina, blogueira, mas não alienada, não aquelas pessoas que não sabem o que ocorre fora do mundo rosa. Que consegue rir de si mesma, ser engraçada, saber o que tá acontecendo no mundo e ainda sim, ser mulherzinha.

Só torço pra que cada vez mais, existam mulheres assim. O mundo (e o meu humor) agradecem.

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Links da semana #17

Aqui do blog:

Twitter: Quem não me seguir é a mulher do padre

Tumblr: Volta pra escola, blogueira de moda!

Sorteio aqui: Kits de maquiagem Panvel

Sorteio aqui: Kits Menina do Laço

Sorteio aqui: Peças Rosaline Jeans

Em outros blogs:

Presente: MEDO desses Gremilins

Vídeo: Qu4trocoisas Websódio 2 – X-Men

Promoção: Quer ganhar “A Batalha do Apocalipse”?

Sorteio no blog Revendas & Afins: Pincel F80 Sigma

Texto: Como ser o cara legal da minha vida

Sorteio no blog Variedades: F45 em parceria com a Sigma Beauty

Internet: Estudo mostra que Facebook, Google e Apple não conquistaram a confiança do usuário na hora de pagar as contas pelo celular

Moda: Quanto custa a sua bolsa?

Lista: 100 links para clicar antes de morrer

Quer mandar seu link pra cá? só enviar para contato@primeiraesquerda.com

Sai sempre nas sextas, ok?

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Chuva, cabos e estacionamentos

Tenho um problema com as segundas-feiras. Não, não é esse problema que todo ser humano tem, pelo simples fato de ser segunda. Não, segundas nunca são bons dias pra mim.

Hoje não foi diferente. Passei a manhã correndo feito uma maluca por causa de um suposto cabo da filmadora que não funcionava, sendo que dentro da dita cuja haviam coisas importantes do trabalho dos meus pais. E do meu também. Mexe ali, pega cabo de lá, resolve-se que preciso comprar um cabo novo. Ok, vamos lá.

Desde cedo tá chovendo demais em Itajaí city. Estamos no ponto em que estou considerando a formação de casais de animais domésticos pra formar uma arca. Só por precaução. Em 2009, esse raio de cidade era a maior do país na proporção carro por habitante. Sério. Temos uma das maiores frotas do país em termos de proporção. Tanto é, que muitas ruas estão em estado lastimável, mas em compensação, temos parquímetros, já que não tem mais onde enfiar tanto automóvel.

Frota gigante de carros + chuva = pedir pra morrer.

Não tinha lugar nem nos estacionamentos fechados, e quando reclamamos que deveria ter uma placa avisando da falta de vagas, tive que ouvir da Miss Simpatia: “EU NÃO VOU FICAR NA CHUVA!”. Passei bons segundos tentando me lembrar em que momento daquele diálogo super agradável eu tinha mandado a criatura ficar na chuva com uma bandeira vermelha, tipo aqueles carinhas nas obras da BR, mas ok. O que a gente não faz por um cabo que funcione, né?

Comprei o cabo. O tiozinho da loja, cuja garantia era ele mesmo, me jurou que funcionava. Tropecei, pisei na água umas 6 vezes, meu tênis desamarrou no meio dessa coisa toda e o estacionamento custou o olho da cara, mas HEY, eu tenho um cabo, posso ser feliz agora.

O cabo não funcionou. Cadê o balcão de reclamação da vida?

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